domingo, 14 de agosto de 2011

Pai



O suor escorrendo  no seu rosto,
Era a esperança do pão na mesa.
Escondia a lágrima de desgosto:
Sofria por ser filho da pobreza!

Tinha uma voz firme, um braço forte.
Trabalhava de noite e, se preciso, de dia.
Colocava na luta a certeza, não na sorte.
Encarava as dificuldades com alegria.

Homem simples, porém honrado:
Dignidade, respeito, recebia...
Havia sempre amigos do seu lado.

Sempre com carinho me recebia.
Já não recebo seu abraço apertado...
É a sua luz que em mim irradia!


Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

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