segunda-feira, 27 de junho de 2011

Conflitos

O homem quer imitar a Deus
Desperdiça dinheiro em máquina do big-ben.
Ignorando a fome dos seus...
Em nome da ciência constroem o mal e matam o bem...

A ética não existe: política belíca é desenvovida...
Nos continentes fome, miséria e sofrimento...
Alimentam a guerra destruindo toda e qualquer vida.
A ambição e a fome do poder é seu passa-tempo.

A natureza começa a reagir contra a defastação...
Discursos diversos tentam esconder a realidade.
Aquecimento ou era do gelo: tudo é fruto da poluição.
Luxuria, preguiça, inveja, sinônimo de infelicidade.


Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

Quem eu sou?

Sou o andarílio que se perdeu no caminho,
A saudade do sorriso ausente.
Sou a defesa da rosa, sou aquele espinho...
Que feriu o teu presente.

Sou a lembrança em preto e branco.
Sou a jornada no meio da chuva.
Sou a árvore que te serviu de banco.
A lágrima fria que o teu olhar turva.

Sou o vinho que aquece o teu peito...
Sou a incerteza da encruzilhada.
Sou o caminho certo cheio de defeito.
Sou o rico que não tem nada.

Sou o fiel da balança quebrada,
Que pende para o lado da miséria alheia.
Sou uma alma que foi condenada:
Serpente que escorre sobre a areia.

Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

domingo, 26 de junho de 2011

Evolução

Hoje não sou o que fui ontem...
Agora já não sou o que fui em minutos...
Evoluindo e regredindo,
Vou seguindo, sem regras, sem estatutos...

Mágma

Magma

Tento descrever quem sou, mas as palavras fogem como poeira galopando no vento, porque há horas que sou um ice-berg à deriva, sem saber qual a direção, deixando me levar pela correnteza desse instante, frio e alheio ao mundo que está em volta e, repentinamente, tão rápido como um relâmpago que cruza a noite escura, me transformo em um leito de magma, cuja cor rubra efervescente é capaz de, apesar de lindo, destruir tudo que encontra em seu caminho. Mas ao passar a explosão, os sentimentos vão se solidificando e formando uma ilha no meu peito que estar rodeado de emoções, de vida, como os corais que enfeitam os arrecifes no meio desse oceano de ilusões.
Sou ao mesmo tempo a certeza da morte, mas também a incerteza da hora de sua chegada. Sou o punhal que rasga o ventre, mas a mão que ampara a fera ferida. Sou a ansiedade de chegar, mas também a beleza da partida, cheia de esperança e de fé num encontro de um dia melhor.
Sou um paradoxo ambulante que, de esquina em esquina, encontro respostas, mas também interrogações e, cada fez mais me aprofundo na certeza de que nada sei e jamais vou saber, porque a graça da vida está na incerteza do amanhã e na ignorância do conhecimento...

Miguel Rodrigues de Oliveiar Filho