sábado, 10 de novembro de 2012

Amigos que partem!


Viver cem anos!

Tudo passa, exceto a amizade verdadeira,
A vida passa, mas ficam os sentimentos.
Olhando um velho sentado em sua cadeira,
Resmungando sozinho com seus pensamentos:

Sobre o que ele está refletindo?
Serão só lembranças boas?
Na sua solidão vai se distraindo...
Tudo passou, ele ficou atoa.

Como é chegar aos cem?
Talvez seja um prêmio de Deus,
Mas olhar e não ver ninguém...

Senti a lágrima nos olhos seus.
Os amigos já foram pro além.
E em sua partida ninguém dará adeus.

Miguel Rodrigues de Oliveira Filho





Partimos com promessas
Que ficaram pelos caminhos...
A partida foi às pressas:
Recebemos tantos carinhos.

Por algum tempo ficaram as lembranças,
Mas o tempo apagou-as lentamente.
Onde estão os amigos? Éramos crianças.
Sonhávamos muito e alegremente.

Houve um encontro, renovamos a esperança.
O passado floriu novamente,
Mas veio o adeus e se foram as ideias de bonança.

Já partiu um, quebrando a corrente,
Incompleto o grupo, cada um, segue suas andanças
A vida passou, o tempo é indiferente.

Miguel Rodrigues de Oliveira Filho 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Carroças no asfalto

Contraste urbano com o rural,
Trafegando entre carros poluidores.
Segue o homem montado no animal,
Mas animal é o que provoca as dores.

Com o chicote na mão,
Castiga quem lhe ajuda todo dia.
Esquece quem lhe dá o pão
Maltrata, quem lhe oferece alegria.

Assim são os animais carroceiros,
Que são guiados por irracionais.
Vivendo, sendo vítimas dos parceiros.

São bichos, escravos sem paz!
Ninguém enxerga esses companheiros.
Como gente, invisíveis mais e mais.

Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

Praias urbanas



Tenho pena das praias mais lindas,
Tal qual virgens defloradas, Jogadas nas ruas,
Se transformaram em prostitutas...
Outrora vestidas, agora desfilam todas nuas,
Envoltas por gigolores de andares...
Tapando o fluxo do vento e do semblante da lua.

Em seus corpos, dejetos como aids
Poluindo sua pele macia e branca.
Já não recebe carinho nem beijo,
Mas quem paga, seu corpo espanca...
E elas sofrem tristes e caladas
Nas mão da sociedade, sem esperança.


Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

Lançamento do livro Falando de Amor e Paixão

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