Tenho pena das praias mais lindas,
Tal qual virgens defloradas, Jogadas nas ruas,
Se transformaram em prostitutas...
Outrora vestidas, agora desfilam todas nuas,
Envoltas por gigolores de andares...
Tapando o fluxo do vento e do semblante da lua.
Em seus corpos, dejetos como aids
Poluindo sua pele macia e branca.
Já não recebe carinho nem beijo,
Mas quem paga, seu corpo espanca...
E elas sofrem tristes e caladas
Nas mão da sociedade, sem esperança.
Miguel Rodrigues de Oliveira Filho
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