sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Praias urbanas



Tenho pena das praias mais lindas,
Tal qual virgens defloradas, Jogadas nas ruas,
Se transformaram em prostitutas...
Outrora vestidas, agora desfilam todas nuas,
Envoltas por gigolores de andares...
Tapando o fluxo do vento e do semblante da lua.

Em seus corpos, dejetos como aids
Poluindo sua pele macia e branca.
Já não recebe carinho nem beijo,
Mas quem paga, seu corpo espanca...
E elas sofrem tristes e caladas
Nas mão da sociedade, sem esperança.


Miguel Rodrigues de Oliveira Filho

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