Vidas que se entrelação pelos caminhos...
Despedidas que jamais serão esquecidas!
Rosas que nascem sem os espinhos...
Espinhos que abrem grandes feridas.
Esses espinhos estão por toda a parte:
Invadem jardins, ruas e avenidas.
São artistas que nas vidas fazem a arte.
Tristes telas que não serão vendidas.
Penduradas nunha parede fria.
Serão o retrato do desespero.
É a cena de uma panela vazia.
Uma comida que não tem tempero.
Miguel Rodrigues de Oliveira Filho
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