A saudade do sorriso ausente.
Sou a defesa da rosa, sou aquele espinho...
Que feriu o teu presente.
Sou a lembrança em preto e branco.
Sou a jornada no meio da chuva.
Sou a árvore que te serviu de banco.
A lágrima fria que o teu olhar turva.
Sou o vinho que aquece o teu peito...
Sou a incerteza da encruzilhada.
Sou o caminho certo cheio de defeito.
Sou o rico que não tem nada.
Sou o fiel da balança quebrada,
Que pende para o lado da miséria alheia.
Sou uma alma que foi condenada:
Serpente que escorre sobre a areia.
Miguel Rodrigues de Oliveira Filho
Nenhum comentário:
Postar um comentário